Número total de visualizações de página

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Parece-me que os utentes do CaraDeLivro andam depressivos xD

Um dia apeteceu-me escrever mas as ideias eram demasiadas e as letras não saiam! Então resolvi publicar no meu mural do CaraDeLivro um pedido, pedi palavras soltas! Elas foram surgindo e eu fui escrevendo! E do que escrevi posso concluir que os meus queridos amigos andam meio depressivos! Ah e peço desculpa ás pessoas cujas palavras não usei... numa proxima, numa proxima (=

Adicione [TÍTULO]

Caminhava em silêncio, o único som era dos seus pés a esmagar a terra dura e negra que encobria o seu pensamento… Decidiu começar a correr, primeiro devagar, depois mais rápido, de repente já não ouvia a terra, nem sentia o negro mas o pensamento permanecia, tão ofegante e sufocado quanto a sua própria respiração cansada… Parou de repente, a sapatilha tropeçara numa pedra pesada, os pensamentos caíram, tropeçaram em si, o caos da sua cabeça obrigou-a a fechar os olhos e caiu ela também… a respiração ofegava, o vento puxou-lhe as lágrimas e ela chorou… a premissa levantou-se da queda e o pensamento voltou á posição inicial… Como se a terra, a corrida, o sufoco não tivessem existido realmente!

Levantou-se e ergueu os olhos, procurou o destino, imaginou fantasia, e o desejo tomou-lhe o corpo e as vontades, sorriu, rodopiou e sentiu-se feliz! A formatação dos pensamentos era a solução ideal! Apaga-los rouba-los de si! Subitamente a temperatura amena esfriou até ao insuportável… e ela continuava só e em silêncio! Olhou em volta, não sabia onde estava, cheirava a álcool e a desordem, mas não havia ninguém ali!

De repente sentiu um arrepio… olhou para trás viu o vazio! O pensamento voltou a dar de si e aumentou a entropia dentro daquele cubículo apertado a que a civilização dita como racional resolveu denominar de cérebro, o espaço ali era cada vez menos! As lágrimas que secaram pelo equilíbrio desequilibraram-se e caíram de seus olhos …
Outro arrepio! Uma dor forte dentro do peito… caiu novamente… agarrou-se com força, criou um avental com as mão para proteger-se da terra negra dos pensamentos…

O que ouvia? O vento forte que assobiava á volta de si própria! O que via? O negro misterioso do seu único pensamento… o que sentia? Não sei, não a conheço… sou o seu pensamento… sou a paz e a guerra, sou a música do silêncio pesado, sou a inoperância que nasceu de um qualquer ácido desoxirribonucleico, sou a destruição que a corrói e que lhe segreda uma única palavra ao ouvido… Suicídio!

Não, não a conheço, não sei o que sente! Não conheço o seu coração…

Andreia Mateus