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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

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Desceu a rua.. deu-lhe a mão e caminharam…

Os olhos perdiam-se no horizonte e o vestido sujo cheirava ao mesmo que os bichos imóveis que encontrara na berma…

Mas os olhos estavam limpos, todos os dias se lavavam em água salgada!

O vestido dava de seu azul ao céu e ao vento.

Os olhos davam de seu brilho ás estrelas e à lua..

E os dias pareciam mais azuis e mais bonitos e as noites pareciam mais brilhantes e mais frias… E de mão dada andava, e quanto mais andava mais pequeno se tornava o horizonte, e quanto mais eram as noites menos os sonhos, quanto mais ruas para percorrer menos vontade de andar! Estava sempre tudo mal quando tudo parecia demasiado bem!

Naquele dia o vestido ficou incolor, gasto, sujo e com o mesmo cheiro que os tais bichos imóveis, os olhos cederam de tal forma o brilho que ficaram de uma opacidade negra e fecharam-se… Nesse dia a mão largou-a e ela morreu! Nesse dia mais duas pessoas sentiram a mesma mão, duas novas pessoas dormiram a sua primeira noite ao relento, menos uma pessoa dormiu nas ruas, e, nesse dia, o sol brilhou como em todos os outros dias, as estrelas brilharam nos céus e a lua iluminou caminhos como em todas as outras noites… Nesse dia ninguém notou nada… Estava tudo demasiado bem…