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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

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Não! Não imaginas o quanto são importantes para mim... o quanto sinto a falta deles, mesmo quando estou perto deles fisicamente, o quanto pequenos momentos tanto significam para mim...

Mas às vezes basta-me saber que estão bem, basta-me saber que estão felizes e bem de saúde.. às vezes basta-me saber que estão a construir os seus sonhos em realidades!

Ai mundo, eu sei! Eu sei que tens razão, que às vezes penso que estou no teu centro, que dou demasiado nas vistas, que nem me apercebo quando algum deles não está bem.. eu sei! Eu sei que falho muitas vezes.. mas sou humana.. sou carne, osso, sangue e erro... tenho sentimentos... e amo! Amo cada um deles! Da maneira que são!!! Porque cada um deles tem o seu jeito, tem os seus 5 sorrisos diferentes, tem as suas lágrimas e tristezas e só tenho pena de não estar do lado deles sempre que se sentem tristes.. porque teria a hipótese de dizer-lhes que os compreendo! Que também sofro, que me calo demasiadas vezes porque penso que as minhas tristezas são pouco importantes, porque acho que nao vale a pena preocupar ninguém! Mas para cada um deles quero dizer que estou aqui... perto, longe, fria, amável, distraída ou com outras pessoas, mas sempre do lado deles! Parece poesia e "aquilo que toda a gente diz", pois parece! Mas juro-te que é mesmo isso que sinto... Sinto que muitas vezes damos demasiada importância a coisas que não têm importância nenhuma e desvalorizamos o que é realmente importante! E eles são tudo! Tudo o que é importante!

Sim mundo eles agora estão nas suas vidas ou já fora delas, estão demasiado longe... mas sei que cada um deles um dia de vez em quando se lembra de mim... se lembra de como eu sou e de momentos que passamos juntos... Sei que às vezes também sentem a minha falta...

E é a pensar em cada um deles que hoje escrevo... porque os amo e porque tenho aquele sentimento que corròi... Saudade!

Gostava de poder tocar na mão de cada um deles e dizer:

"Adoro-te pelo que és e tens tanto valor! Luta por ti e pensa em mim quando estiveres fraco! Porque a fraqueza é o impulso para te tornares mais forte! E eu acredito em ti!"
Para todos eles hoje mando esta carta..... Para que se lembrem que são os meus anjos, os meus ídolos, a minha razão para me levantar da cama todos os dias....


De: Andreia Mateus

Para: Os Amigos

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

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(continuação...)

Está calor... para qualquer outra pessoa o dia estaria maravilhoso!
Para Teresa também estava óptimo... podia usar óculos que ninguém estranharia... de mãos nos bolsos deixou a chave do mercedes Benz em cima do capo e seguiu pela berma da estrada sentindo a cara a ficar cada vez mais molhada... os óculos impediam as lágrimas de cairem suavemente pelo rosto!
Teresa seguia, olhando cada uma das centenas de pessoas indiferentes que seguiam as suas vidas num só sentido, o contrário do seu!
Respirou fundo e parou em frente de uma montra com espelhos. Olhou-se... reparou em si... tinha curvas bem delineadas... um cabelo suave e comprido que assentava sobre o peito robusto... cara de boneca!
"Um cavalão, um avião, boa "comó caralho", grossa, uma boa foda"... era tudo isso... tantas vezes lho chamavam por noite...
Sentiu nojo de si própria e largou os espelhos, seguiu caminho...
As lágrimas pararam... agora sentia frio... as mãos estavam geladas.. os olhos doiam de tão secos!
Foi até um café... Sentou-se na esplanada de olhar perdido... pediu uma vodka... bebeu tudo de uma só vez... pagou com uma nota de 50€..
Seguiu a berma... passou pelo multibanco deixou o cartão e um papel com o código... e seguiu.. sempre pela berma... sem chorar... sem pensar... sem vontade de ser ou estar.... seguiu e seguiu... parou num banco de jardim com vista para o mar que a viu crescer...

(A primeira vez.... ela era a fresca, bonita e perfeita novidade!
Porquê?
Queria dinheiro... ofereceram-lhe uma vida melhor com uma mesada boa só por dar sexo... e ela adorava sexo... foi tão bom ao início! Tinha tudo o que queria! Como queria, quando queria... para quê continuar com os mesmo amigos medíocres quando se podia ter tudo... festas, bons carros, drogas e sexo... muito sexo... todos os dias... com um homem, dois, três.. com mulheres que sempre foram tão meigas com ela! Era perfeito...

A última... ela deixou de ser novidade há algum tempo!
Porquê?
O dinheiro compra tudo, é verdade, e o dinheiro prefere sempre as novidades, mas tendências mudam, as vontades mudam com elas e a novidade é efêmera!
O pior é que mesmo a novidade que deixa de ser novidade gosta de dinheiro e vicia-se nele... quando falha o vicio ou quando o vicio é a única coisa que nos resta o que acontece?)

Teresa levanta-se do banco e caminha seguindo sempre em frente...
Sente o vento e cortar-lhe a cara... o corpo dói e sente algumas partes do seu corpo perfeito partirem.. dói e dói e dói tanto libertar-se! Sorri... embate na água.... perde os sentidos... a força da água acaba com Teresa contra uma rocha...

O mar que viu Teresa morrer...

E era uma vez... depois... deixou de ser!


Andreia Mateus

terça-feira, 19 de outubro de 2010

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Era uma vez.... depois passaram a ser duas e três... Quatro cinco trinta cem... Depois deixou de ser...

Esta história nunca foi lida em voz alta... talvez as palavras não fizessem sentido com som... há palavras que só fazem sentido no mesmo silêncio em que nasceram...

Teresa... é o seu nome... tem 23 anos e é prostituta, puta, kenga, vadia ou o que quiserem chamar-lhe! Gostava de sexo mas deixou de gostar porque passou a ser trabalho... e há dias em que não lhe apetece ir trabalhar, como a qualquer pessoa com qualquer outro emprego!
Ontem teve 10 clientes, conseguiu facturar a módica quantia de 3175 euros... não está mal! A vagina dói-lhe as pernas estão moídas... já tomou banho 12 vezes, uma por cada homem que respirou por cima da sua pele, uma por cada pénis que lhe perfurou várias partes do seu corpo, uma por cada olhar desconhecido que a percorreu, uma por cada sujeito que a usou como objecto.. e mais uma para lavar-se dos arrependimentos e culpas, para voltar a ter o corpo como seu e mais uma para tentar lavar os pensamentos de todos os nomes que lhe chamaram na noite anterior!

Saiu do banho... nua.... deixou o óleo que colocara sobre a pele secar por si... deitou-se no sofá e sorriu.. sorriu muito... riu... soltou gargalhadas cada vez mais fortes... os seus olhos choravam de tanto rir... de repente parou... mas continuou a chorar... com toda a força... depois parou... levantou-se e foi até ao quarto... olhou-se ao espelho, ainda nua, limpou as lágrimas, respirou fundo e abriu o armário! Escolheu roupa casual, jeans, t-shirt, ténis... e saiu...

(continua ...)


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

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Sabes que mais mundo... hoje apetecia-me escrever, mas não tinha qualquer voz dentro de mim a ditar-me um texto.. então resolvi escrever ao acaso, e foi assim:

Ola Acaso,
Espero que esteja tudo bem contigo, eu hoje estou assim meio melancólica por tua causa! E sinto vontade de estar mais feliz sei lá, tu, acaso, não tens por aí uma formula para a felicidade?

Bjinhos para o acaso*
Andreia.

Ao que o acaso respondeu:

Ola querida Andreia,
Eu não sou o acaso, o acaso desapareceu hoje, disseram-me que não havia causa para isso mas não se desaparece assim... segundo o acaso este mundo usava-o demasiado e pelo acaso muita gente enganava, mentia e até se apaixonava, e caía... e enfim.. acho que o acaso se cansou de ser usado e fugiu!
Aliás se encontrares diz-lhe para me dizer alguma coisa que estou a ficar preocupada! E quanto à fórmula da tua felicidade, não tenho, desculpa!

Bjinho para a Andreia*
Coincidência

Ao que respondi:

Ola Coincidência,
O acaso está aqui comigo e diz que tu não existes! Diz que nunca conheceu nehuma coincidência! Aliás, segundo o acaso, foste tu que tentas-te tomar o lugar dele! Isso não é bonito pois não é pelo acaso que as coisas acontecem e se a coincidência não existe tu só podes ser a maldade! Manda-me a formula da felicidade ou desaparece daí!!!!!

Andreia.

Ao que responderam:

Ola Andreia e acaso!

Pois nada acontece por causa do acaso e realmente a coincidência não existe... mas eu não sou a maldade! Sou bem pior do que isso! Porque sei a minha formula da felicidade, tenho a maldade comigo, nunca te vou dizer a verdade, sempre que tiver contigo vou rir ao acaso, vou tentar fazer-te acreditar até na mais incrivel coincidência, enganar-te com simpatia e nunca te vou ajudar a encontrares a fórmula da felicidade... Agora tentem adivinhar quem sou...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

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Algum dia sentis-te medo?
Medo de perder tudo o que tens assim... de um momento para o outro?
Medo que um qualquer doutor te diga que apesar de não teres dores estás a morrer...
Medo que um carro sem condutor bata contra o teu e te deixe encarcerado sem sentir as pernas...
Medo que o amor da tua vida te largue a mão e siga noutra direcção...
Medo que a pessoa que mais amas desapareça sem despedidas...
Medo que a vida deixe de dar vontade de viver...
Algum dia tiveste mesmo medo?
E algum dia estiveste sozinho com medo?
Não dói!
Mas faz-te sentir a morrer aos poucos, encarcerado sem sentir as pernas, sem direcção, sem as pessoas que mais amas e a vida perde momentâneamente todo o sentido que tinha ontem...

Já gritas-te a palavra medo?
Não faz sentido pois não? Parece que soa estranho...


Há medos pequenos... há medos maiores... há medos e medos!

Alguma vez sentiste o peito gelado, a garganta com um nó, as lágrimas a arderem pela cara com vontade de sair, os olhos abertos as sobrancelhas franzidas, o olhar perdido... ja?

Parece que todos temos medo...
E porque é que a partir de certa idade perdem a validade os carinhos contra o medo, as mãos na nossa a reconfortar, os abraço sem segundas intenções, os ouvido atentos, os olhares compreensivos... Parece que a partir de certa idade deixamos de ter o direito a ter medo!

Mas afinal temos medo...
Afinal... afinal todos somos crianças e tememos monstros... afinal precisamos tanto de reconforto como uma criança... porque os teus medos são reais e não estão debaixo da cama ou no armário.. estão em todo lado!

E eu... eu tenho medo do escuro....

sábado, 10 de julho de 2010

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Problemas de amor? Dinheiro? Estabilidade? Sentes-te infeliz e parece que nada vale a pena?
Eu resolvo...
Enquanto lês vai recordando...
O dia em que nasceste
A tua mãe
O teu pai
Uma fotografia de quando eras pequena

Recorda o teu melhor amigo(a)
recorda a última vez que te riste até doer a barriga
Recorda uma jantarada e recorda as pessoas que estavam á tua volta
recorda super bock
recorda jogos do teu clube de futebol
recorda-te saidinha(o) do mar a deitar na toalha com o sol quentinho
recorda a(s) coisa mais estupida que fizeste
a vizinha (o) Gostosa (o)
recorda as melhores prendas que te deram na vida
Aquele tio engraçado
Recorda bebedeiras de partir o coco a rir


Agora volta a recordar a data em que nascest!
Pensa nela!!!

Agora diz alto 2010!!!

Já nasceste há tanto tempo.......

E esse tempo são vivências! São sorrisos, tantos.... sao momentos e, tenho a certeza, que na sua maioria foram BONS!! Vale a pena esquecê-los pelos que te dão vontade de desistir de tudo?
Vale a pena não viver só porque tens problemas de amor? vale a pena a tristeza só porque nem uns trocos tens? Eu não paguei nada pela minha melhor amiga! E se falta saúde ou sorte num caminho acedita que se percorreres esse caminho com um sorriso nos labios e o pensamento no que de bom tens de certeza absoluta que é bem mais fácil caminhar!!!!


Ah e sabem... ontem segurei a mão da dona Delfina e disse-lhe que hoje voltaria para estar mais um pouco com ela e ela disse-me com indiferença que sabia que eu não voltaria nunca mais.. hoje voltei e ela nunca me tinha visto e com o mesmo sorriso de todos os dias me disse ola! Voltei a segurar-lhe a mão como se fosse a primeira vez.... Quando parti foi a última vez que lha segurei! A dona Delfina tem Alzheimer e muitas vezes despe-se sem saber porquê, anda mas não sabe onde está, nunca conhece ninguém nem a si própria! A dona Delfina vive num lar e sorri-me sempre que me vê mesmo sabendo que eu nunca voltarei....

são lições de vida.....

Problemas de amor? Dinheiro? Estabilidade? Sentes-te infeliz e parece que nada vale a pena?
Eu não resolvi nada... se calhar porque só tu é que podes resolver....

quarta-feira, 30 de junho de 2010

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Ondas de Vento são Marés que me agitam o pensamento,
Mas qual o Mar que vive sem marés?
Qual o Vento que vive sem se agitar?
E o pensamento? Estaria melhor ancorado?

E as ondas... ai as ondas,
Batem velozes,
Batem profundas,
Transformam-me em vozes
Em palavras contidas...

Porque ondas de vento são marés,
Vêm, trazem, voltam, levam...
E de tanto passarem no mesmo lugar alisam as terras, alisam as vozes, alisam os gritos e tudo fica igual...

Como se nunca tivesse havido ondas como se sempre houvesse marés...

("Há coisas que só fazem sentido na nossa cabeça". AndreiaMateus)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

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"CSEM, com certeza o melhor curso do mundo"!!!

Uma hipérbole estampada no peito e no coração de todos nós que gritámos o nosso curso com vozes roucas e desgastadas pelas longas noites da recepção ao caloiro, ontem á tarde tocamos o rubro no memorável desfile académico!

Mesmo molhados e cansados, cada um dos caloiros de comunicação viveu este momento ao máximo, fez do sorriso uma constante e da voz a arma numa batalha pacifica entre outros cursos do IPL! Depois do desfile, a missa, a dor nos joelhos, os baloes com água a virem de todas as direcções, os arrepios de frios, o momento solene da óstia, o cheiro naúseabundo da sagrada mistela, as letras que proferimos, a musica que cantamos e no final o baptismo no "jardim dos mortos"...

Foi neste mesmo jardim que sem medos dois caloiros saltaram para dentro da fonte, os girinos, o cheiro da água e a cor acastanhada nao foram barreira, logo a seguir ja quase todos estavamos la dentro de penicos na mão cheios de água á espera que nos apadrinhassem oficialmente!

O sorriso teimava em não nos deixar e viver era palavra de ordem! O dia nunca vai desaparecer da memória para dezenas de caloiros nao so de comunicação social e educação multimédia como de todos os outros cursos!

Bela é a vida de estudante... "

Oct 26, 2007 4:07 PM - Ao tempo que isto ja foi!! Ai ano de caloira que não voltas mais...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

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"Como morri?
Perdido num mundo vazio de tão cheio!
Durante anos mudei todos os dias de cama, comi de um tal pão que me matava a dependência fútil de alimento semanal, tive a honra de beber da mesma água que todas as pombas brancas e menos brancas. Perdi o hábito ou o lugar ou o conhecimento da higiene. O nojo pregou-me o olhar ao chão e a fraqueza esticou-me a mão.
Um dia acordei e estava sol, doía-me o peito e eu tinha acordado na rua, cheirava mal e as pessoas olhavam enojadas para mim, mas estava sol.
Arranquei o olhar das pedras macias da minha cama e procurei apoio...
A dor aumentou!
Supliquei ajuda!
Caí de joelhos e chorei! Como nunca tinha chorado!
As pessoas não me vêem e as que me reparam desviam-se de mim! Caí no chão!
Senti-me a desmaiar.
Lembrei que já muitos luares não provava o pão nem a água…
A dor ficou mais forte e mais forte e forte! Não a aguentei!
Agarrei o peito e as vontades, agarrei o que perdi na dignidade que não sei onde deixei.
E morri ali.
No meio da rotina de tantas pessoas que nunca me viram…"

"As imagens de um mundo cego" por AndreiaMateus

sexta-feira, 7 de maio de 2010

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Pedaços do que fui em folhas que já não tenho:

"Apetece-me fumar até o sol aquecer o fumo...
Apetece-me escrever até não conseguir estar acordada...
Apetece-me fugir de tudo...
Apetece-me dançar e esquecer o mundo...
Apetece-me fotografar a aurora até o sol se pôr e voltar a estar escuro na cama...
Apetece-me viver... "

de "as palavras que se repetem" por, AndreiaMateus

quarta-feira, 5 de maio de 2010

E pronto...

Daqui a uns meses vou chorar quando ler o que escrevi (suspiro)
Para vocês meus caros colegas e amigos! Poema a Leiria e a CSEM!

"Leiria, Leiria...

Suspiro por ti, suspiro por mim, suspiro por nós!
Perdi-me em ti, encontrei-me aqui, e a ti dou voz!

Vicios, cantigas, loucuras, amores
Amigos, amigas, tristezas, louvores
O Terreiro, a sé, a calçada da rua
O doutor, a caloira e a academia qué tua!

Ontem cheguei, amanhã partirei,

O tempo voou e o curso acabou!
Recordo os momentos
Contruo saudades!

Leiria de encantos, de vícios e de amantes
Leiria de recantos, de romanticos e de amores!

Os copos, os desfiles, as festas, as amizades!
Os desgostos, as derrotas, as tristezas, as vontades!
A relva, as praxes, o átrio, os arraias,
A Tuna, a discoteca, a música e tanto mais!

A vós, ás memorias, á cidade, aos momentos, ao melhor curso do mundo...
Até sempre!! "

Andreia Mateus

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Parece-me que os utentes do CaraDeLivro andam depressivos xD

Um dia apeteceu-me escrever mas as ideias eram demasiadas e as letras não saiam! Então resolvi publicar no meu mural do CaraDeLivro um pedido, pedi palavras soltas! Elas foram surgindo e eu fui escrevendo! E do que escrevi posso concluir que os meus queridos amigos andam meio depressivos! Ah e peço desculpa ás pessoas cujas palavras não usei... numa proxima, numa proxima (=

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Caminhava em silêncio, o único som era dos seus pés a esmagar a terra dura e negra que encobria o seu pensamento… Decidiu começar a correr, primeiro devagar, depois mais rápido, de repente já não ouvia a terra, nem sentia o negro mas o pensamento permanecia, tão ofegante e sufocado quanto a sua própria respiração cansada… Parou de repente, a sapatilha tropeçara numa pedra pesada, os pensamentos caíram, tropeçaram em si, o caos da sua cabeça obrigou-a a fechar os olhos e caiu ela também… a respiração ofegava, o vento puxou-lhe as lágrimas e ela chorou… a premissa levantou-se da queda e o pensamento voltou á posição inicial… Como se a terra, a corrida, o sufoco não tivessem existido realmente!

Levantou-se e ergueu os olhos, procurou o destino, imaginou fantasia, e o desejo tomou-lhe o corpo e as vontades, sorriu, rodopiou e sentiu-se feliz! A formatação dos pensamentos era a solução ideal! Apaga-los rouba-los de si! Subitamente a temperatura amena esfriou até ao insuportável… e ela continuava só e em silêncio! Olhou em volta, não sabia onde estava, cheirava a álcool e a desordem, mas não havia ninguém ali!

De repente sentiu um arrepio… olhou para trás viu o vazio! O pensamento voltou a dar de si e aumentou a entropia dentro daquele cubículo apertado a que a civilização dita como racional resolveu denominar de cérebro, o espaço ali era cada vez menos! As lágrimas que secaram pelo equilíbrio desequilibraram-se e caíram de seus olhos …
Outro arrepio! Uma dor forte dentro do peito… caiu novamente… agarrou-se com força, criou um avental com as mão para proteger-se da terra negra dos pensamentos…

O que ouvia? O vento forte que assobiava á volta de si própria! O que via? O negro misterioso do seu único pensamento… o que sentia? Não sei, não a conheço… sou o seu pensamento… sou a paz e a guerra, sou a música do silêncio pesado, sou a inoperância que nasceu de um qualquer ácido desoxirribonucleico, sou a destruição que a corrói e que lhe segreda uma única palavra ao ouvido… Suicídio!

Não, não a conheço, não sei o que sente! Não conheço o seu coração…

Andreia Mateus