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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

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Algum dia sentis-te medo?
Medo de perder tudo o que tens assim... de um momento para o outro?
Medo que um qualquer doutor te diga que apesar de não teres dores estás a morrer...
Medo que um carro sem condutor bata contra o teu e te deixe encarcerado sem sentir as pernas...
Medo que o amor da tua vida te largue a mão e siga noutra direcção...
Medo que a pessoa que mais amas desapareça sem despedidas...
Medo que a vida deixe de dar vontade de viver...
Algum dia tiveste mesmo medo?
E algum dia estiveste sozinho com medo?
Não dói!
Mas faz-te sentir a morrer aos poucos, encarcerado sem sentir as pernas, sem direcção, sem as pessoas que mais amas e a vida perde momentâneamente todo o sentido que tinha ontem...

Já gritas-te a palavra medo?
Não faz sentido pois não? Parece que soa estranho...


Há medos pequenos... há medos maiores... há medos e medos!

Alguma vez sentiste o peito gelado, a garganta com um nó, as lágrimas a arderem pela cara com vontade de sair, os olhos abertos as sobrancelhas franzidas, o olhar perdido... ja?

Parece que todos temos medo...
E porque é que a partir de certa idade perdem a validade os carinhos contra o medo, as mãos na nossa a reconfortar, os abraço sem segundas intenções, os ouvido atentos, os olhares compreensivos... Parece que a partir de certa idade deixamos de ter o direito a ter medo!

Mas afinal temos medo...
Afinal... afinal todos somos crianças e tememos monstros... afinal precisamos tanto de reconforto como uma criança... porque os teus medos são reais e não estão debaixo da cama ou no armário.. estão em todo lado!

E eu... eu tenho medo do escuro....