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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

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Primeiro escolheu do armário as armas. Com a minúcia de um olhar experiente escolheu as mais fatais! Colocou-as, uma por uma, em cima da cama, fazendo-as encaixar, como quem mistura os ingredientes de um veneno mortal! E despiu-se... Fechou os olhos e acariciou-se! Adorava o seu corpo e desejava-o! Perfumou-o, assim nu, desejou-se mais ainda. Adorava um dia poder sair de si e consumir-se.
Abriu os olhos e, sorrindo, pegou na primeira peça da arma e começou a subi-la lentamente pelo pé, joelho e coxa, quase até à nádega! Colocou a segunda peça, tão lenta e sensualmente como a primeira. E, logo de seguida a terceira, esta na anca, prendendo-se nas primeiras peças. Depois encaixou colchetes e a terceira peça tapou-lhe os seios.
Olhou-se no espelho.
Estava montado o "esqueleto" da arma negra e decotada.
Cheirava a veneno e a pecado!
Revestiu o "esqueleto" com um vestido preto, justo, pelo joelho. O salto alto era vermelho. O relógio de prata. A pulseira fina e de bom gosto. O fio de pérolas e os lábios tão vermelhos quanto o seu sangue. O cabelo liso, castanho e suave envolvia-lhe as costas magras e sensuais...

Teresa era o seu nome, vestia a pele de uma predadora nata. Era uma arma semiautomática pronta a disparar num alvo escolhido a dedo e a olho.
E Teresa estava pronta.

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